12 Jun

Por postado em 12 Jun

 

A conta foi feita por pesquisadores do Nationwide Children’s Hospital (Columbus, Ohio) a partir de um levantamento realizado no período de 1990 a 2010. Estimou-se que, durante esses 21 anos, 263 mil crianças tenham sido atendidas em prontos-socorros do país. Uma média de 12,5 mil casos por ano, 34 por dia.

Publicado pelo Journal of Pediatrics, o estudo mostrou que a maioria dos ferimentos ocorreu com cotonetes, durante limpeza do canal auditivo (73%), brincando com o cotonete (10%), e quando as crianças sofreram quedas estando com um cotonete inserido no ouvido (9%).

O levantamento evidenciou ainda que a maioria dos casos acontecia quando a criança estava usando o cotonete sozinha (77%), sendo que manuseios por um dos pais ou por um irmão representaram 22% das ocorrências.

Duas em cada três crianças tinham menos de 8 anos, e 40% dos ferimentos foram contabilizados na faixa de 0 a três anos.

As condições mais comuns foram a sensação de corpo estranho (30%), seguida pela perfuração da membrana timpânica (25%).

Enquanto o número de ferimentos causados por cotonetes tende a diminuir ao longo dos 21 anos que foram comtemplados por nosso estudo, esse número permanece inaceitavelmente alto”, salientou o Dr. Kris Jatana, um dos autores do estudo. “Os dois maiores erros que eu ouço, como otorrinolaringologista, é que o canal auditivo deve ser limpo em casa, e que cotonetes deveriam ser utilizados para isso”, ainda relatou.

Fonte: Site Audiology Infos

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