08 Fev

Por postado em 08 Fev

Esses estudos mostram o peso crescente da perda auditiva enquanto preocupação de saúde global, a qual, em 2010 ocupava o 11º lugar das causas de anos vividos com incapacidade, saltando para a quarta posição, entre 2013 e 2015.

De acordo com a GBD (Global Burden of Diseases Study) – o mais abrangente estudo epidemiológico global sobre mortalidade e morbidade das enfermidades, lesões e fatores de risco mais comuns a saúde -, entre 1990 e 2015, houve um aumento significativo da prevalência global da perda auditiva, de 14,33% para 18,06%. As perdas auditivas incapacitantes (superiores a 35dB) que em 2005 acometiam 5,73% da população mundial, cresceram para 6,42% da população mundial em 2015. Essas porcentagens apontam para 1,33 bilhão de pessoas com algum grau de perda auditiva, e 473 milhões com perdas incapacitantes e representam um impacto bem maior do que a perda de visão.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), 50% das perdas auditivas poderiam ser prevenidas, o que salienta o potencial para reduzir esses números, particularmente em países em desenvolvimento, onde encontram-se 80% dos indivíduos com deficiência auditiva.

Fonte: Global Hearing health care: new findings and perspectives. Wilson et al., July 2017, The Lancet

 

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